A política interna dos clubes de futebol, embora ocorrente fora do campo de jogo, pode influenciar sim nos resultados de dentro do campo de jogo. A influência externa poderá apresentar-se como positiva, quando existente a harmonia e respeito, e negativa, quando presente a falta de cordialidade e opiniões/interesses divergentes.
Vejam alguns recentes exemplos nacionais. SE Palmeiras e CR Vasco da Gama convivem com problemas políticos internos sérios que os afastam de conquistas maiores no futebol paulista, carioca e brasileiro. Mustafá Contursi Goffar Majzoub e Eurico Miranda, ex-presidentes, pairam pelas administrações atuais e atrapalham as tentativas de realizações de Luiz Gonzaga Belluzzo e de Roberto Dinamite.
No panorama local, enquanto a (na época) vencida e não conformada oposição vaiava e dificultava o trabalho de um ex-presidente do Coritiba FC (aquele que não pronuncio o nome...), a associação permanecia por mais de um ano na Série B do Campeonato Brasileiro. Depois, por mentiras, inverdades e golpes eleitorais sórdidos, propiciou-se a vitória inesperada e infeliz de um grupo que tão somente comemorou, com festas intermináveis, o centenário. No campo de jogo, o retorno à Série B e os problemas no Couto Pereira.
Pelos lados do Paraná Clube é sentida uma nítida divergência entre os setores do futebol profissional e do financeiro da instituição. Enquanto o primeiro pensa no presente e projeta o futuro, o segundo prende-se ao passado. Quem sofre? – O clube (e sua torcida) com os inexpressivos resultados dentro do campo de jogo.
E com o Atlético Paranaense a situação parece querer tomar o mesmo rumo das discórdias e conflitos políticos internos, que deveriam ser resolvidas intramuros e jamais levadas para dentro do campo de jogo (interferência de agentes e procuradores antes vinculados funcionalmente ao clube).
Os clubes de futebol possuem um único objetivo: os resultados no campo de jogo. Assim, que se busque a real finalidade do esporte em comento. Os dirigentes passam e os clubes ficam!
Marcílio Krieger
O falecimento do Prof. Marcílio Krieger enlutou o Direito Desportivo brasileiro. Em 24 de fevereiro pp., aos 71 anos, o catarinense (Brusque) ficaram tristes seus incontáveis amigos e admiradores. Advogado, escritor, consultor desportivo, legislador (foi um dos responsáveis pela edição original do CBJD) e ex-auditor do Tribunal Pleno do STJD, Marcílio deixou saudades e ensinamentos. Não passou pela vida, viveu intensamente.
Um novo bordão do rádio
Pela coincidência de escalas internas tenho tido a satisfação de trabalhar muito com o narrador Cláudio de Júlio, nas ondas FM da CBN Curitiba. Nas transmissões refiro-me a ele com a seguinte frase: “uma das mais belas vozes do rádio esportivo brasileiro”. Na jornada esportiva de Paranaguá (Rio branco SC X Atlético Paranaense) ele retribuiu criando outro bordão do rádio: “Domingos Moro, quando ele comenta a audiência aumenta”. Creio que não mereço, mas agradeço.
A mídia esportiva nacional e o julgamento do Coritiba
Venho alertando que com a aproximação do julgamento final da questão do estádio Couto Pereira a mídia esportiva nacional voltaria ao tema, pressionando do STJD para a mantença da fatídica “pena exemplar”. Foi o que se viu na SPORT TV na última 2ª feira, em programação noturna. Uma matéria explosiva com torcedores no entorno da praça esportiva em sua reabertura e com apelativas entrevistas com duas vítimas dos incidentes de 06/12/2009. É só o começo. Vem chumbo por aí e convém estar muito atento para as conseqüências jusdesportivas que advirão em 11 ou 18 do corrente mês.
Duas frases
A respeito dos avantes atleticanos Bruno Mineiro e Javier Toledo. “Bruno Mineiro, um verdadeiro artilheiro” e “Javier Toledo não é simplesmente um excelente garçom, é um diferenciado Maître”. Do colunista, em comentários de futebol feitos na CBN.
ET. Na linguagem da bola, garçom é aquele que serve seus companheiros de equipe, assistindo-os com qualidade. E na cultura culinária, Maître (do idioma Frances) é o chefe (o principal) dos garçons (utilização pátria com derivação do mesmo idioma).
O pensamento
“Existem clubes que se imaginam maiores do que realmente são e outros que se fazem menores em relação à grandeza e importância que possuem”. De um profissional do futebol que recentemente trabalhou no Operário Ferroviário Esporte Clube (Ponta Grossa PR). Aliás, em 01/05/2010 o “Fantasma” completará 98 anos de existência, o 2º do futebol paranaense.
Em 02/03/2010, para a edição do Jornal IMPACTO, ESTÁ PAUTADO... |